O vento vinha do mar cantando pela cidade, visitando ruas estreitas com alegre liberdade.
Não escolhia destino, nem fazia distinção, tocava ricos e pobres na mesma direção.
Entrava pelas janelas, movia folhas no quintal, levando frescor e movimento de maneira natural.
Ao observá-lo, um menino chegou à conclusão: o respeito deveria agir com igual distribuição.
Assim como sopra o vento em qualquer região, a dignidade pertence a toda condição.
E o vento seguiu dançando pela imensa extensão, espalhando sua silenciosa mensagem de inclusão.
Robson POETA