Todas as manhãs bem cedo, o pescador saía ao mar, sem saber exatamente o que iria encontrar.
Havia dias abundantes, outros de pouca captura, mas nunca abandonava sua postura.
Aprendeu com as marés e com o vento a mudar, que nem tudo está sob controle de quem deseja navegar.
A paciência tornou-se então sua melhor embarcação, capaz de atravessar incertezas sem perder a direção.
Pois algumas recompensas exigem preparação, tempo, persistência e observação.
E o mar lhe ensinava sempre uma nova lição: respeitar os ciclos da vida com serenidade e razão.
Robson POETA