No centro da velha praça, erguia-se um relógio antigo, testemunha silenciosa de cada rosto amigo.
Marcava horas de encontros, de despedidas também, de crianças correndo livres e de idosos fazendo o bem.
Muitos olhavam seus ponteiros com certa preocupação, correndo atrás dos minutos em constante agitação.
Mas o relógio parecia dizer, em sua observação: — O tempo não é inimigo, é parte da construção.
Quem aprende a valorizá-lo sem viver em aflição, descobre que cada instante possui sua própria missão.
E assim seguia marcando os ritmos da população, lembrando que a vida floresce na boa utilização.
Robson POETA