Na sala de uma antiga casa, um relógio deixou de marcar, e seus ponteiros imóveis pareciam descansar.
As pessoas reclamavam de sua inutilidade, pois já não informava os horários da cidade.
Mas um velho observador fez uma curiosa explicação: — Mesmo parado, ele acerta duas vezes na ocasião.
Todos sorriram da frase, mas ficaram a pensar, sobre quantas vezes julgamos sem antes analisar.
Até aquilo que parece não possuir utilidade, pode carregar algum sentido ou oportunidade.
E o velho relógio permaneceu na parede da habitação, ensinando humildemente uma inesperada lição.
Robson POETA