Um menino colocou um barco de papel no riacho, e ficou observando atento seu delicado despacho.
A pequena embarcação enfrentou curvas e desvios, passou por folhas caídas e pequenos desafios.
Mesmo simples e frágil, continuou a navegar, adaptando-se às águas sem deixar de avançar.
O menino compreendeu naquele instante singular, que nem sempre a força é tudo para longe chegar.
Há momentos em que a flexibilidade vale mais que resistência, pois ajuda a atravessar mudanças com inteligência.
E o barco seguiu distante, levando na correnteza uma grande lição escondida em sua aparente fraqueza.
Robson POETA