POEMAS 2018011 · 2018

O Oleiro

O oleiro girava o barro sobre a roda em movimento, transformando matéria simples em belo instrumento.

Suas mãos corrigiam formas com paciência e atenção, sabendo que toda criação precisa de dedicação.

Às vezes o vaso entortava durante a modelação, e era preciso recomeçar a mesma construção.

Mas o artesão não se irritava com a imperfeição, pois entendia que aprender também faz parte da produção.

Assim acontece na vida, em qualquer realização: errar não encerra caminhos, aprimora a direção.

Quem aceita os próprios erros como fonte de evolução, cresce com mais serenidade e compreensão.

Monograma RPRobson POETA