O velho banco da estação já viu milhares partir, e outros tantos regressarem com histórias para dividir.
Ali sentaram apaixonados, trabalhadores e sonhadores, carregando malas pesadas e esperanças de muitas cores.
O banco nunca perguntou quem tinha razão ou valor, apenas ofereceu descanso a cada viajante que passou.
Talvez exista sabedoria nessa forma de acolher, sem exigir explicações para alguém permanecer.
O mundo seria mais leve em sua movimentação, se houvesse mais espaços de escuta e compreensão.
Robson POETA