Uma marmita.
Um lápis.
Um avental.
Uma chave.
Uma sacola.
Um banco.
Objetos comuns,
vidas extraordinárias.
O universo do cotidiano
também possui estrelas.
Sim. Esse é exatamente o ponto que pode aproximar mais os poemas da sua identidade artística.
Até aqui, a coletânea ficou muito voltada para o cotidiano observacional, para os objetos, para as pequenas engrenagens da vida. Mas na sua linguagem existe algo muito forte: afeto, encantamento, humanidade, cor, musicalidade e emoção popular.
O amor não precisa aparecer apenas como romance. Ele pode estar:
no pão dividido;
na mão que ajuda;
na lembrança da mãe;
no abraço da amizade;
na saudade;
na solidariedade;
no cuidado diário;
na esperança;
na beleza das cores da cidade;
na música que atravessa a rua;
na alegria simples.
Além disso, os poemas podem ficar mais vivos visualmente:
amarelo das mangas maduras;
azul dos sonhos;
vermelho das paixões;
verde das esperanças;
laranja dos entardeceres;
lilás das lembranças;
dourado da fé;
arco-íris das transformações.
Vou mostrar o novo caminho:
Robson POETA