POEMAS 2016241 · 2016

A Constelação das Coisas Simples [origem: Lote 02, nº 040]

Uma marmita.

Um lápis.

Um avental.

Uma chave.

Uma sacola.

Um banco.

Objetos comuns,

vidas extraordinárias.

O universo do cotidiano

também possui estrelas.

Sim. Esse é exatamente o ponto que pode aproximar mais os poemas da sua identidade artística.

Até aqui, a coletânea ficou muito voltada para o cotidiano observacional, para os objetos, para as pequenas engrenagens da vida. Mas na sua linguagem existe algo muito forte: afeto, encantamento, humanidade, cor, musicalidade e emoção popular.

O amor não precisa aparecer apenas como romance. Ele pode estar:

no pão dividido;

na mão que ajuda;

na lembrança da mãe;

no abraço da amizade;

na saudade;

na solidariedade;

no cuidado diário;

na esperança;

na beleza das cores da cidade;

na música que atravessa a rua;

na alegria simples.

Além disso, os poemas podem ficar mais vivos visualmente:

amarelo das mangas maduras;

azul dos sonhos;

vermelho das paixões;

verde das esperanças;

laranja dos entardeceres;

lilás das lembranças;

dourado da fé;

arco-íris das transformações.

Vou mostrar o novo caminho:

Monograma RPRobson POETA