POEMAS 2013270 · 2013

O Homem do Relógio de Bolso

Consultava as horas com um gesto cuidadoso. Como quem respeita o tempo e seu valor precioso. O relógio já era antigo, mas seguia trabalhando. Assim como seu dono, que continuava sonhando. Nem tudo que envelhece perde utilidade. Algumas coisas amadurecem em qualidade. O tempo também lapida.

Monograma RPRobson POETA