Chegava todas as tardes sem pedir autorização. Movendo cortinas leves e páginas pelo chão. Conhecia segredos da rua, perfumes do jardim. Trazia notícias distantes para quem morava ali. Às vezes vinha suave. Às vezes vinha ligeiro. Mas nunca deixava de lembrar que o mundo é passageiro. O vento coleciona caminhos.
Robson POETA