POEMAS 2013244 · 2013

O Banco da Rodoviária

Recebia mochilas pesadas, olhares cheios de partida. Sabia que cada passagem carregava mais que uma vida. Havia reencontros sorrindo, despedidas tentando esconder. E promessas feitas baixinho para não se perder. Os ônibus iam embora. Outros voltavam depois. Porque todo caminho distante costuma ligar dois. Viajar é costurar distâncias.

Monograma RPRobson POETA