Já não recebia trens, nem passageiros apressados. Mas continuava marcando horas para tempos abandonados. Os bancos guardavam poeira. Os trilhos guardavam silêncio. E o relógio sustentava sozinho aquele velho pertencimento. Talvez esperasse retornos. Talvez apenas recordasse. Porque a memória permanece onde o coração ainda passe. Alguns lugares nunca partem.
Robson POETA