Era sempre o primeiro a chegar ao prédio vazio. Destrancava portas e manhãs antes mesmo do primeiro arrepio. Os corredores despertavam lentos. As luzes aprendiam a brilhar. E a rotina começava aos poucos a caminhar. Poucos conheciam seu nome. Poucos notavam sua presença. Mas todo começo depende de alguma silenciosa licença. Existem pessoas que abrem dias.
Robson POETA