POEMAS 2013155 · 2013

O Homem do Boné Azul

Sentava sempre no mesmo banco ao final do expediente. Observava o movimento passar lentamente. Trazia nos olhos o cansaço de quem trabalhou o dia inteiro. Mas também uma satisfação de construtor verdadeiro. Existem vitórias discretas que não aparecem no jornal. Acontecem quando alguém percebe que valeu a pena afinal. A dignidade tem muitos rostos.

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