Sentava-se sempre no mesmo banco com o mesmo volume nas mãos. Mas cada leitura parecia abrir novas constelações. À sua volta passavam carros, vendedores e conversas. Ela permanecia viajando por geografias diversas. Quem a observava de longe via apenas uma leitora. Mas ela atravessava oceanos a cada nova hora. Os livros multiplicam vidas.
Robson POETA