POEMAS 2013136 · 2013

O Cheiro do Café Novo

Invadiu a casa inteira antes mesmo de nascer o dia. A cozinha tornou-se porto, abrigo e companhia. As xícaras aguardavam como velhos navegadores. Prontas para atravessar mares de compromissos e dores. Todo amanhecer precisa de algum tipo de combustível. Às vezes é café. Às vezes algo invisível. A esperança também desperta cedo.

Monograma RPRobson POETA