Enquanto a cidade dormia, ele contava passos e luas. Observava o silêncio crescer sobre as avenidas nuas. Conhecia cães sem dono, postes e árvores antigas. Era amigo da madrugada e de suas cantigas. Poucos sabiam seu nome. Menos ainda sua história. Mas sua presença discreta protegia a memória. A tranquilidade tem sentinelas.
Robson POETA