As luzes diminuíam aos poucos. Os ruídos perdiam força. As avenidas trocavam pressa por uma calma morça. Em alguma janela havia estudo. Em outra havia canção. Em outra alguém escrevia cartas para aliviar o coração. A noite recolhia o dia como quem dobra um tecido. Guardando cuidadosamente cada instante vivido. E a cidade adormecia sonhando consigo mesma.
Robson POETA