Antes do sol acordar, ele já conversava com o mar. Lançava redes ao escuro sem medo de esperar. Conhecia correntes secretas, ventos e luas cheias. Sabia que toda abundância nasce de algumas teias. Nem sempre voltava com fartura. Nem sempre voltava contente. Mas regressava sabendo o valor de ser persistente. O horizonte ensina paciência.
Robson POETA