POEMAS 2013092 · 2013

O Relógio da Sala

Pendurado na parede antiga, assistia a tudo em silêncio. Almoços, discussões, risadas e recomeços. Os ponteiros avançavam firmes, indiferentes ao humor. Mas registravam discretamente cada gesto de amor. O tempo nunca para. Disso todos sabem. O que poucos percebem é o que permanece. Nem toda riqueza cabe nos minutos.

Monograma RPRobson POETA