POEMAS 2013086 · 2013

O Apito do Guarda

Na esquina da madrugada ecoava um som distante. Um apito atravessando ruas como um pequeno viajante. As casas permaneciam quietas. Os sonhos seguiam dormindo. E alguém cuidava do silêncio sem ser visto, sem ser ouvido. Toda cidade possui guardiões escondidos entre as horas. Pessoas que sustentam a paz enquanto o mundo demora. A tranquilidade também tem autores.

Monograma RPRobson POETA