POEMAS 2013084 · 2013

O Último Poste da Rua

Quando a madrugada descia, ele permanecia acordado. Guardando calçadas vazias com brilho amarelado. Viu segredos atravessarem a escuridão silenciosa. Viu trabalhadores saírem cedo. Viu a lua curiosa. Era apenas um poste, diriam os distraídos. Mas toda vigília produz testemunhos escondidos. Algumas luzes existem para que outras não se apaguem.

Monograma RPRobson POETA