Mesmo sem trilhos por perto, ele passava toda noite. Feito de desejos antigos, esperanças e açoite. Levava estudantes, operários e cantores. Carregava também medos, lembranças e amores. Nunca aparecia nos mapas. Nem nos relógios oficiais. Mas visitava silenciosamente os pensamentos mais reais. É nele que embarcamos quando fechamos os olhos.
Robson POETA