Carregava no bolso um mundo inteiro de vozes. Notícias, músicas, partidas, alegrias velozes. O aparelho já era antigo, mas continuava fiel. Ligava seu coração a um pedaço do céu. Quando tocava uma canção, os anos voltavam correndo. Como se o passado soubesse o caminho do regresso. A memória adora viajar pelas ondas do som.
Robson POETA