Coberto por poeira e graxa, ele continuava marcando horas. Enquanto ferramentas cantavam suas metáforas sonoras. Ali o tempo tinha cheiro de metal aquecido. E cada reparo parecia um futuro reconstruído. Os motores voltavam a respirar. As rodas reencontravam estradas. Como se o mundo pudesse ser consertado em jornadas. Algumas mãos fabricam movimento.
Robson POETA