POEMAS 2013038 · 2013

O Catador de Amanhãs

Empurrava seu carrinho antes mesmo do sol nascer. Recolhia latas e papéis, mas havia mais a fazer. Juntava pedaços de histórias esquecidas pela multidão. Fotografias sem moldura, cartas sem destinatário ou razão. Transformava descartes em alimento e resistência. Fazia da própria caminhada uma silenciosa ciência. Há quem encontre tesouros onde outros enxergam ausência.

Monograma RPRobson POETA