Enquanto todos dormiam, ele caminhava sozinho. Lanterna numa das mãos, na outra o próprio caminho. Conhecia o nome dos gatos, dos postes e das esquinas. Sabia onde a madrugada esconde suas cortinas. Às vezes encontrava estrelas presas em poças d'água. Às vezes encontrava saudades navegando pela mágoa. A noite tem jardineiros que quase ninguém percebe.
Robson POETA