Sentada perto da janela, ela costurava vestidos. Mas também remendava saudades e alguns sonhos esquecidos. A agulha entrava e saía como um pequeno cometa. Desenhando caminhos secretos sobre cada etiqueta. Lá fora passavam carros. Lá dentro passavam estações. Tudo envelhecia devagar, menos suas invenções. Certas pessoas transformam linha e tecido em poesia.
Robson POETA