Falava pouco. Mas seus olhos contavam histórias. Conhecia o idioma das praças, dos bancos vazios, das tardes sem pressa. Guardava lembranças em gavetas invisíveis. Algumas felizes. Outras impossíveis. Quem o via de longe pensava encontrar solidão. Mas havia um universo inteiro morando naquele coração.
Robson POETA