A cidade corria para trás na moldura daquele vidro. Prédios, árvores e promessas desapareciam num suspiro. Cada passageiro levava uma tempestade diferente. Contas vencidas, sonhos novos, algum amor pendente. Uma menina observava nuvens como quem lê um mapa secreto. Talvez procurasse um caminho para um lugar mais completo. Às vezes a viagem acontece muito antes da chegada.
Robson POETA