Elas cresciam em silêncio como árvores do sertão. Raízes profundas na terra, tempestades no coração. Algumas costuravam manhãs, outras construíam destinos. Todas sabiam transformar pedras em novos caminhos. Quando falavam de sonhos, o bairro inteiro escutava. Até o vento diminuía a velocidade que carregava. Há mulheres que parecem gente. Há mulheres que parecem estação.
Robson POETA