Calo-me perante essa jaula
Fico confuso diante de tanta paz
Distante de toda essa fala
Me vejo no conto que se faz
Fico dançando no meio de balas
Onde toda sua raiva
Está exposta na sala
Diante dos olhos que vêem a prisão
Diante de tanto sangue
Diante de tanto não
Diante das ordens e desordens
Da mesma nação!
Diante do mundo
Me vejo entre o vento e o vulcão
Me vejo entre homens da guerra
Me vejo numa terra sem coração
Me vejo nesse mundo de Deus
Onde a gente tentar plantar a paz
Buscando uma nova solução
Ficamos entre o céu e o inferno
Sonhamos ainda com a salvação
Fico comigo pensando
Será que um dia seremos a solidão!?
Robson POETA
POEMAS 2010