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Uma baleia observava a lua refletida no mar, enquanto nadava tranquila sem pressa de chegar, ouvindo o canto distante das correntes a passar.
A lua iluminava as águas com seu brilho prateado, criando caminhos de luz sobre o oceano encantado, como uma ponte silenciosa para o infinito estrelado.
A baleia compreendia algo difícil de explicar: há momentos em que a vida precisa apenas contemplar, sem procurar respostas para tudo decifrar.
Nem toda sabedoria nasce do esforço ou da razão, algumas surgem devagar na quietude da observação, como marés que transformam o fundo do coração.
E a lua continuou brilhando sobre o oceano sem fim, enquanto a baleia seguia seu caminho de cetim.
Robson POETA
POEMAS 2007