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Um golfinho atravessava as águas ao amanhecer, saltando sobre as ondas como quem nasceu para viver, espalhando pela imensidão a arte de agradecer.
Ele não carregava pesos que não podia mudar, nem colecionava tristezas para depois recordar, preferia celebrar o dia que acabava de chegar.
Muitas vezes a felicidade não está em conquistar, mas em perceber as riquezas que já existem no lugar, como o sol sobre o oceano começando a despertar.
A alegria verdadeira não depende da ocasião, mas da forma como olhamos a vida e sua canção, transformando cada instante em motivo de gratidão.
E o golfinho seguiu livre na dança do azul profundo, lembrando que a leveza também transforma o mundo.
Robson POETA
POEMAS 2007