Na sala de uma casa simples morava uma antiga sanfona. Seu dono tocava melodias que emocionavam toda a zona.
Na primavera cantava flores. No verão, festas e calor. No outono falava de saudade. No inverno, conforto e amor.
A música atravessava décadas, ligando gerações sem fim. Avós, pais e filhos dançavam ao redor daquele jardim.
Quando o sanfoneiro partiu, a sanfona permaneceu. Porque certas melodias continuam onde o afeto floresceu.
Robson POETA
POEMAS 2006