Toda tarde ela sentava na velha cadeira de balanço. Observava a rua em silêncio, embalada pelo manso descanso.
As pessoas passavam apressadas, os pássaros voltavam ao ninho. E cada movimento trazia lembranças de algum caminho.
Às vezes sorria sozinha, recordando histórias de amor. Outras vezes os olhos brilhavam com a visita de uma antiga flor.
Quando a noite acendia estrelas, ela voltava para dentro do lar. Levando consigo a certeza de que recordar também é amar.
Robson POETA
POEMAS 2006