Capa de Poemas 2006POEMAS 2006085 · 2006

O FAROL E A TEMPESTADE

Numa costa de pedras altas, o farol vigiava o oceano. Conhecia cada maré, cada inverno e cada verão.

Certa noite surgiu uma tempestade mais forte do que as demais. O céu rugia em trovões, as ondas erguiam murais.

Mesmo assim a luz permaneceu rasgando a escuridão. Sabia que muitos navegantes dependiam daquela direção.

Ao amanhecer o mar acalmou. E o farol compreendeu mais uma vez: a verdadeira força não é gritar, mas permanecer firme diante da vez.

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