Da janela de seu quarto ele avistava o velho farol. Durante o dia parecia tranquilo, à noite brilhava sob o arrebol.
O menino imaginava aventuras, navios cruzando a escuridão. Sonhava ser capitão dos mares guiado por aquela direção.
Os anos vieram lentamente, como ondas sobre a areia do mar. Mas o encanto permaneceu vivo, ensinando-o a acreditar.
Quando adulto tornou-se navegador e partiu para além do horizonte. Levando consigo a luz daquele farol como eterna fonte.
Robson POETA
POEMAS 2006