Morava numa rua tranquila, numa casa pintada de azul. Costurava vestidos durante o dia e sonhos quando chegava o sul.
Enquanto a cidade adormecia, ela observava o céu brilhante. Cada estrela parecia um botão num tecido gigante.
Então bordava em silêncio luas, flores e emoção. Transformando simples vestidos em pequenos jardins de imaginação.
E quem vestia suas criações sentia algo difícil explicar: como se carregasse consigo um pedaço do próprio luar.
Robson POETA
POEMAS 2006