Numa casa de varanda longa, um piano repousava junto ao salão. Gostava de ouvir a chuva batendo suave no telhado então.
Numa tarde de nuvens cinzentas, uma menina sentou-se para tocar. As gotas acompanharam as teclas como se também soubessem cantar.
A melodia cresceu pela casa, atravessou portas e corredor. Até a chuva pareceu mais doce, menos tempestade e mais amor.
Quando o céu voltou a abrir, o sol encontrou a canção. E juntos deixaram no ambiente uma rara sensação.
Robson POETA
POEMAS 2006