Toda manhã o carteiro partia antes mesmo do sol nascer. Levava cartas, notícias e sonhos para quem esperava receber.
Na primavera entregava esperança. No verão distribuía emoção. No outono levava saudades. No inverno aquecia o coração.
Anos passaram pelas ruas, mas seu entusiasmo não mudou. Sabia que cada envelope guardava algo que alguém amou.
Quando se aposentou da cidade, recebeu uma surpresa singular: centenas de cartas agradecendo tudo o que ajudou a entregar.
Robson POETA
POEMAS 2006