No centro da cidade antiga havia um relógio imponente. Marcava as horas dos encontros e das histórias da gente.
Viu casais apaixonados, crianças aprendendo a correr. Viu despedidas silenciosas e sonhos prestes a nascer.
Décadas passaram diante dele, como folhas levadas pelo vento. Mas continuou firme guardando os retratos do tempo.
E quando suas badaladas soavam, algo parecia acontecer: a cidade lembrava que viver é muito mais que envelhecer.
Robson POETA
POEMAS 2006