Numa oficina silenciosa, um relojoeiro trabalhava sem parar. Consertava relógios antigos e histórias prestes a voltar.
Cada tique-taque guardava lembranças de alguém especial. Aniversários, despedidas, momentos de valor imortal.
Ao restaurar cada mecanismo, também restaurava emoção. Pois o tempo vive escondido em cada recordação.
Quando fechava a oficina, sentia profunda gratidão. Porque ajudava o passado a continuar em circulação.
Robson POETA
POEMAS 2006