Capa de Poemas 2006POEMAS 2006059 · 2006

O RELOJOEIRO DAS MEMÓRIAS

Numa oficina silenciosa, um relojoeiro trabalhava sem parar. Consertava relógios antigos e histórias prestes a voltar.

Cada tique-taque guardava lembranças de alguém especial. Aniversários, despedidas, momentos de valor imortal.

Ao restaurar cada mecanismo, também restaurava emoção. Pois o tempo vive escondido em cada recordação.

Quando fechava a oficina, sentia profunda gratidão. Porque ajudava o passado a continuar em circulação.

Monograma RPRobson POETA