Um artista morava sozinho numa casa voltada para o mar. Todas as manhãs observava o sol lentamente despertar.
Misturava amarelos e laranjas, azuis profundos e lilases. Tentava guardar em suas telas a beleza daqueles instantes.
Mas quanto mais pintava o horizonte, mais algo novo surgia no céu. Como se o dia reinventasse as próprias cores sob o véu.
Então entendeu sorrindo o segredo daquela missão: não pintava apenas paisagens, mas a própria contemplação.
Robson POETA
POEMAS 2006