À beira de um rio tranquilo, um velho construiu uma canoa. Dizia que toda madeira guarda uma história que ainda ressoa.
Quando a embarcação ficou pronta, ele partiu sob a luz do luar. As estrelas refletidas na água pareciam também navegar.
Pela corrente encontrou memórias, canções que o tempo guardou. Cada remada trazia de volta um pedaço do que passou.
Ao amanhecer compreendeu o presente daquela travessia: quem navega pelas lembranças reencontra partes da própria alegria.
Robson POETA
POEMAS 2006