Num litoral de águas verdes, um pescador costumava remar. Conhecia cada correnteza, cada segredo do mar.
Ao amanhecer recolhia redes, ao entardecer contemplava o azul. Sentia que o oceano falava uma língua antiga do sul.
Num dia de céu cristalino, viu um brilho diferente surgir. Era apenas o sol sobre as ondas, mas parecia um sonho a florir.
Voltou para casa sorrindo, com gratidão pela imensidão. Porque há riquezas invisíveis que só aparecem ao coração.
Robson POETA
POEMAS 2006