Num teatro esquecido pelo tempo, um piano dormia sozinho. As cortinas guardavam poeira, e o palco parecia sem caminho.
Numa noite de lua cheia, uma jovem entrou devagar. Sentou-se diante das teclas e começou a tocar.
A música acordou memórias, fez o velho salão respirar. Até as cadeiras vazias pareciam querer cantar.
Quando a última nota subiu ao céu, a lua sorriu do lado de fora. E o teatro compreendeu que a arte nunca vai embora.
Robson POETA
POEMAS 2006