Ela colecionava flores secas entre páginas de antigos cadernos. Cada pétala guardava lembranças de verões, outonos e invernos.
Enquanto crescia pela vida, as páginas também envelheciam. Mas as memórias continuavam vivas, como estrelas que não se apagariam.
Certa tarde abriu um dos livros e encontrou uma flor amarela. Junto dela voltou uma infância inteira, correndo livre pela janela.
Então percebeu emocionada: o tempo nunca leva tudo embora. Algumas primaveras permanecem florescendo dentro da memória.
Robson POETA
POEMAS 2006