Todas as manhãs ele saía antes do primeiro clarão. Levava sua pequena canoa e muita fé no coração.
As águas ensinavam paciência, o horizonte ensinava a esperar. Nem sempre os peixes apareciam, mas ele nunca deixava de remar.
Com o tempo aprendeu que a riqueza não estava apenas na pescaria. Morava também no nascer do sol e na beleza de cada dia.
Ao voltar para casa compreendeu o presente escondido na imensidão: quem aprende a admirar o caminho nunca regressa de mãos vazias.
Robson POETA
POEMAS 2006