Um velho sapateiro trabalhava até tarde todas as noites. Enquanto costurava caminhos, a lua iluminava seus açoites.
Cada sapato carregava histórias, viagens que ainda iriam nascer. Ele sabia que seus remendos ajudavam pessoas a viver.
Anos passaram sobre a oficina, mas seu cuidado permaneceu igual. Tratava cada par de sapatos como obra especial.
Quando fechou a porta pela última vez, a cidade sentiu gratidão. Pois ele costurou muito mais que couro: costurou sonhos em cada chão.
Robson POETA
POEMAS 2006